Chen, chefe da grande exchange de criptomoedas Bitget, observa a atual alta do Bitcoin e balança a cabeça. Sim, os preços sobem, sim, as manchetes comemoram — mas ela permanece firme. "O mercado está sendo impulsionado atualmente por especulação e vaidade momentânea", ela me disse durante nossa conversa. "E isso raramente termina bem."
Sua estratégia? Paciência — muita paciência. Ela planeja comprar agressivamente só quando o Bitcoin estiver cotado a, no máximo, 50 mil dólares — ou ainda mais barato — em dois anos. Soa louco? Para ela, é apenas bom senso. "50 mil dólares seria um preço justo", explica. "Nesse patamar, o ar sai da bolha e o Bitcoin não fica tão suscetível a essas montanhas-russas loucas."
O interessante é que ela não está sozinha. Outros nomes influentes no universo cripto pensam de forma semelhante. Enquanto metade da comunidade já acende os fogos para comemorar a subida ("To the Moon!"), a outra metade alerta para uma possível formação de bolha — e Chen está claramente no segundo grupo. "Cripto não é uma corrida de 100 metros, é uma
maratona", ela diz com um sorriso na voz. "E quem corre uma maratona não pode ficar sem fôlego a cada ladeira."
Mas, vamos ser honestos: quem pode realmente prever o que vai acontecer? Depois do último "halving", em abril de 2024, o Bitcoin surpreendeu a todos — e subiu fortemente. Mesmo assim, Chen mantém sua análise: "Os fundamentos precisam fazer sentido. Só vale entrar quando a pressão voltar."
Sua cautela é compreensível quando se considera o que está em jogo. A Bitget é uma plataforma global com milhões de usuários. Se a chefe fosse excessivamente otimista, investidores poderiam ser empurrados a decisões arriscadas — e isso é o último que ela deseja. Para ela, responsabilidade não é uma palavra vazia.
Mesmo assim, ela permanece convicta: "Criptomoedas como o Bitcoin vão prevalecer." A tecnologia por trás delas é simplesmente revolucionária. Seu conselho para todos nós? "Não invistam por FOMO, mas com a cabeça fria."
Então: ela vai acertar? Talvez. Talvez não. Mas uma coisa é certa: em um mundo cheio de vozes altas e barulhentas, é revigorante ouvir alguém dizer não — e, ainda assim, manter-se otimista.
Quem sabe? Talvez, em dois anos, ela esteja no controle da situação. Ou talvez esteja perdendo algo. Mas uma coisa é clara: suas ações não vêm do medo, e sim da convicção. E isso vale mais do que qualquer euforia passageira.
📰 Leia também
→ Os comerciantes de Bitcoin aguardam com expectativa Jackson Hole – a retórica do Fed pode agitar os mercados→ Boom dos ETFs de Bitcoin e Ethereum: 23 bilhões de dólares em influxos – mas apenas uma fração é capital novo→ Bitcoin e Ethereum em alta: quem lucrou – e quem não?