Ações tokenizadas – por que elas poderiam virar a bolsa de cabeça para baixo
Imagine poder comprar e vender ações – 24 horas por dia, sete dias por semana. Sem tempo de espera, sem intermediários caros e tudo feito em questão de segundos. É exatamente isso que as ações tokenizadas prometem. Em vez de depender de um certificado físico ou digital em uma bolsa tradicional, elas residem na blockchain: seguras, transparentes e rastreáveis por qualquer pessoa.
“Isso não só seria mais eficiente, mas também tornaria o mercado mais democrático”, diz Tenev. Não é à toa que outros países já querem entrar na onda. Cingapura, Suíça, até mesmo a UE – todos estão testando como integrar ativos tokenizados ao comércio. A Suíça, em particular, já deu passos concretos: desde 2021, negocia obrigações tokenizadas. E, recentemente, Cingapura realizou a primeira negociação de ações tokenizadas da história.
Por que os EUA hesitam – e por que isso é perigoso
Os EUA têm uma forte tradição no mercado financeiro. Mas, se não tomarmos cuidado, perderemos nossa posição de liderança. O problema? A SEC, nossa autoridade reguladora, ainda não estabeleceu regras claras. O guia de 2021 foi vago – e isso trava tudo.
“Nos deparamos com uma pergunta simples: as ações tokenizadas são valores mobiliários ou criptomoedas
? Ou algo completamente diferente? Enquanto isso não for esclarecido, nenhuma empresa vai se arriscar a investir nesse mercado de verdade”, explica Tenev. E é aí que mora o drama: enquanto outros países já acumulam experiências práticas, nós ainda esperamos por uma resposta.
A própria Robinhood oferece criptomoedas desde 2022 – mas as ações tokenizadas teriam um potencial ainda maior. Elas poderiam revolucionar o comércio, atrair novos investidores e recolocar os EUA na dianteira.
O que deve acontecer agora, antes que seja tarde
Tenev tem um pedido claro: a SEC deve, finalmente, apresentar um roteiro regulatório. As regras precisam ser transparentes – caso contrário, sufocaremos a inovação no berço. Ao mesmo tempo, é necessário mais diálogo entre autoridades, bolsas e empresas de tecnologia. “Só trabalhando juntos podemos garantir que os EUA não fiquem para trás.”
Até investidores institucionais, como a BlackRock, já demonstram interesse. O gestor de ativos já investiu em projetos de blockchain e poderia ser uma força motriz. Mas, sem um enquadramento claro, tudo continua no campo das ideias.
O futuro está aqui – mas só se permitirmos
A questão não é se as ações tokenizadas vão chegar. A questão é: quando os EUA estarão prontos para adotá-las? Se não agirmos agora, logo teremos de nos conformar com o que os outros países definirem.
Seria uma pena. Porque as ações tokenizadas não só poderiam tornar o comércio mais rápido e barato – elas poderiam abrir novas possibilidades para investidores em todo o mundo. Os EUA têm a chance de assumir a liderança aqui. Mas o tempo está se esgotando.
Então, SEC, legisladores: ouçam Vlad Tenev. Deem-nos, finalmente, clareza. Porque o futuro não espera.
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