Instituições apostam forte no Bitcoin
A MicroStrategy, que já é considerada uma "milhonária em Bitcoin" entre as empresas, voltou a agir: adquiriu 19.000 bitcoins nos últimos dias, num valor aproximado de 1,3 mil milhões de dólares. O CEO Michael Saylor não perde uma oportunidade para reforçar que, para eles, o Bitcoin não é um brinquedo, mas um ativo estratégico. "Isto é mais do que uma moeda – é o futuro", afirma. E ele não está sozinho. Outras empresas e investidores estão a seguir o exemplo, especialmente na Europa e na Ásia, onde o Bitcoin é cada vez mais visto como ouro digital e proteção contra a inflação.
A Coinbase, uma das principais exchanges de criptomoedas, registou nos últimos dias entradas recorde de fundos. Clientes institucionais como fundos de hedge e family offices estão a comprar em grande escala. Um porta-voz da Coinbase afirmou de forma sucinta: "A procura já não vem apenas dos Estados Unidos. Cada vez mais investidores de países com moedas frágeis ou inflação alta estão a entrar no mercado." Faz todo o sentido – se a moeda do seu país está a perder valor, você procura alternativas. E o Bitcoin é, muitas vezes, a primeira escolha.
Dados técnicos e on-chain dão sinal verde
Tecnicamente, o momento para o Bitcoin nunca esteve tão bom. O preço não só recuperou de forma sustentável a importante barreira psicológica dos 70.000 dólares, como também superou claramente a média móvel de 200 dias. Tecnicamente, um forte sinal de compra! O Relative Strength Index (RSI
) está num impressionante 72 – o que indica condições de sobrecompra, mas, enquanto o sentimento permanecer positivo, ainda há espaço para subir.
Os dados on-chain também são promissores. Nos últimos sete dias, mais bitcoins foram retirados das exchanges do que depositados. Isso significa que as pessoas estão a manter as suas moedas, confiando numa valorização a longo prazo. Os saldos nas exchanges estão no nível mais baixo desde 2021 – um sinal clássico de que muitos investidores simplesmente querem "hodlar" e não vender.
Por que o Bitcoin está subindo tanto?
Vários fatores explicam este movimento. Em primeiro lugar, a expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve dos EUA, o que favorece ativos de maior risco como o Bitcoin. Além disso, a inflação elevada em muitos países está a impulsionar a procura pelo Bitcoin como proteção. E, claro, não podemos esquecer o halving que se aproxima em abril de 2024, quando a recompensa dos miners será cortada pela metade. Historicamente, isso costuma levar a aumentos de preço, uma vez que a oferta se torna mais escassa.
Mas atenção: apesar do cenário otimista, os riscos existem. Os mercados são voláteis, e uma correção repentina é sempre possível. Questões regulatórias ou tensões geopolíticas podem abalar o mercado a qualquer momento. A analista de criptomoedas Noelle Acheson alerta: "O Bitcoin é descentralizado, mas não está imune a crises globais."
Conclusão: a festa continua – mas fique atento
No geral, tudo indica que ainda estamos num mercado bullish. A compra por instituições, os sinais técnicos e os fatores macroeconómicos apontam para a continuação da tendência de alta. Talvez até alcancemos os 80.000 ou até mesmo os 100.000 dólares. Mas, como sempre, invista apenas o que pode perder.
As próximas semanas prometem ser emocionantes. Mantenham-se atentos – e aproveitem a viagem! Esta é uma das fases mais empolgantes para o Bitcoin dos últimos anos, e os grandes players estão em campo. Quem diria que viveríamos algo assim?
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